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Tranquilidade e bem-estar em Visconde de Mauá – RJ

Meu nome é Eliane. Moro em Campinas-SP e meu noivo, Ricardo, mora em Niterói-RJ. Está sendo muito difícil nos encontrarmos em nossas cidades, pois a viagem de ônibus dura em média 8 horas. Então resolvemos nos encontrar no meio do caminho.

Optamos por conhecer um charmoso lugar chamado Visconde de Mauá.

Como queria aproveitar bem o final de semana, saí da rodoviária de Campinas, no Sábado do dia 09/03/2002 as 5:20 da madrugada, com destino a SP. Peguei outro ônibus na rodoviária do Tietê para a cidade de Resende as 7:15 da manhã.

Quando cheguei em Resende as 10:35, Ricardo já estava me esperando e me recebeu com aquele sorriso largo, beijando-me com carinho. O tempo estava quente, mas agradável, o que seria excelente para onde íamos, pois Visconde de Mauá fica entre serras e o clima dessas regiões é geralmente frio.

Para chegar até Mauá, saímos da rodoviária de Resende em direção a SP. O trajeto durou cerca de 10 minutos até avistarmos a entrada à direita, indicando Penedo e Visconde de Mauá. Daí, é só subir a serra que dura cerca de 1:30, dependendo do carro (nós estávamos com um Fiat Uno) e dependendo da sua resistência de não parar a cada paisagem maravilhosa que aparece a cada curva.

O cenário é exuberante! O clima de montanha, a vista das serras com detalhes que talvez só o Brasil ofereça, o barulhinho das cachoeiras dentro da mata, as flores coloridas contrastando com todo o verde da paisagem, e muito mais, transforma a viagem numa agradável sensação de bem estar com a vida.

Acho que paramos o carro umas 4 ou 5 vezes até chegar no ponto mais alto da serra, onde existe o Mirante, que deve alcançar 27.000 metros de altitude. Depois, começa a descida que dura uns 15 minutos e neste momento já se pode avistar Visconde de Mauá, Maringá e Maromba, por entre os vales e colinas.

Não via a hora de entrar em uma cachoeira e apreciar a tão famosa truta da região.

Ao chegar no tão esperado lugar, verificamos que Mauá se compreende em apenas a uma rua estreita, onde se encontram vários botecos, bares e mercearias, além das casinhas simples e alegres, de sua igrejinha e de um ponto de informação turística da região.

A essa altura já estávamos pedindo aquela cervejinha gelada em um dos botecos em Mauá. Que pressa nós tínhamos? Queríamos conhecer cada pedacinho daquela região serrana. Optamos então, por seguir adiante e conhecer os outros dois vilarejos.

Mais 20 minutos de carro e chegamos a Maringá. Lá encontramos barzinhos e restaurantes mais sofisticados, mas sem tirar a característica do local. Passamos por várias pousadas, mas ainda não havíamos encontrado um local que imaginávamos ficar. Tínhamos a idéia de ficar em uma pousada onde pudéssemos ouvir o som de cachoeiras misturado com cheiro de mata.

Seguindo em frente, em direção a Maromba, encontramos uma sinalização para entrar numa ruazinha de terra, indicando a Pousada da Toca da Raposa, onde verificamos no ponto de informação em Mauá, através de fotos, que era um belo lugar.

Infelizmente, nosso carro não conseguiu nos levar até essa pousada por a estrada estar muito irregular, mas ao voltarmos, notamos que havia uma pousada super charmosa, chamada Santa Clara, com um restaurante logo na entrada.

Resolvemos entrar e ficamos maravilhados com o lugar junto à natureza, ouvindo o rio e o canto dos pássaros numa inigualável paisagem.

Conseguimos negociar um preço excelente por ser fora de temporada, por um chalé para 5 pessoas. Na parte de baixo tínhamos cozinha, banheiro, quarto de casal totalmente decorado com lareira e, sacada com rede e vista para o rio; na parte de cima havia um outro quarto com 1 cama de casal e 2 de solteiro.

Como estávamos famintos, almoçamos no restaurante dessa pousada. Cardápio: truta com amêndoas, truta com alcaparras, batata soutê, arroz, feijão e salada. Estava delicioso!

Bem, já passava das 16:00 e os pombinhos já estavam um pouco cansados e nem tão animados para se arriscar a entrar na gelada cachoeira da pousada. Como estávamos desde o Carnaval em Cabo Frio sem nos ver, fomos para o nosso quarto para colocar a conversa em dia…

Lá pelas 20:00, após dormir, conversar, conversar, assistir tv, conversar, conversar… nos arrumamos e saímos para conhecer Maromba. A noite estava um pouco fria, característica de clima da montanha.

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Em 15 minutos já estávamos lá. Para ser sincera, foi onde eu mais gostei. Em Maromba há mais barzinhos, mais comércio. Ganhei uma mochila linda do meu Amor para minha próxima viagem. Havia os ripes expondo seus trabalhos artesanais, que nada ficam a desejar para as lojinhas transadas de Maringá. Achei muito bem trabalhados os gnomos com porta incenso.

Jantamos maravilhosamente bem. Os jovens da região costumam se reunir até as tantas na pequena praça de Maromba, cantando, dançando e se divertindo…

Voltamos para pousada depois das 24:00. A lua estava quase cheia o quê nos ajudava bastante, iluminando toda a estrada.

Dormimos agarradinhos com a sacada aberta, não que faltasse cobertores e edredons na pousada, mas para aproveitar nossa noite da melhor forma…

Acordamos com o sol iluminando nosso quarto, nossos corpos e nos sentimos iluminados e abençoados por estarmos ali.

Fomos até o restaurante da pousada, onde um farto café da manhã nos esperava: frutas, coalhada, pão de queijo fresquinho, vários tipos de pães e bolos, suco de laranja, frios, etc., etc. Que delícia ainda poder saborear tudo aquilo, apreciando a vista do rio e de toda mata que envolve a pousada Santa Clara!

Apesar das opções de ir a cavalo ou bicicleta, coloquei um biquine e roupa de ginástica para fazermos uma longa caminhada até Maromba…

Pra ser sincera, eu morria de medo de cachoeiras pois tive 3 acidentes feios, sendo que um deles quase me tirou a vida. Mas como Ricardo sempre adorou lugares assim, eu fazia um esforço enorme para acompanhá-lo e, quando chegava em alguma cachoeira, eu sempre ficava sentada esperando a hora de ir embora, enquanto todo o resto da turma se divertia. Eu ficava com medo pelos traumas que havia sofrido, mas esta viagem foi diferente!

Caminhamos até o fim de Maromba (50 minutos) para chegarmos na Cachoeira do Véu da Noiva. O nome era assustador para mim. Relaxei um pouco quando percebi que a trilha que levava até lá não era perigosa. Ao ver a cachoeira, fiquei tranqüila e curti bastante a caminhada.

Era difícil segurar a vontade de fotografar as paisagens a todo momento.

Um casal que estava por ali, nos indicou outra cachoeira, não muito longe para conhecermos. Foi outra caminhada de 40 minutos até chegamos na Cachoeira do Escorrega. Esta é bem maior que a anterior. Muitos jovens estavam pulando e escorregando pelas pedras da cachoeira. Também havia um acesso fácil para descer e chegar na correnteza. É claro que optei por este trajeto. Apesar da água estar bastante fria, mergulhamos e tiramos muitas fotos.

Bem, o passeio já estava chegando ao fim… Tínhamos ainda outra caminhada até a pousada: 1:15!!

Arrumei nossas mochilas, enquanto Ricardo acertava as contas. Ainda tivemos tempos de conversar bastante…

Compramos uns refrigerantes e cervejas para poder superar o calor que fazia na descida da serra.

Almoçamos em Penedo (outra cidadezinha com muitos bares e restaurantes) em uma choperia alemã e, mais uma vez não resistimos a truta do cardápio. Dessa vez regada ao molho de maracujá.

A pior parte, no Domingo, foi a despedida na rodoviária de Resende. Dali eu iria a SP e depois a Campinas, enquanto que Ricardo seguiria de carro para Niterói.

Não queria que tivesse acabado… Voltei para Campinas pensando na possibilidade de um dia ter um cantinho naquela maravilhosa região serrana onde eu tive uma inesquecível viagem com o meu Amor!

Autor: Eliane Vaz.
E-mail: [email protected]
Cidade/UF: Visconde de Mauá – RJ

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Escrito por Mauricio Oliveira

Maurício Oliveira é social media expert, fotógrafo, videomaker, consultor de turismo, blogueiro, influenciador e empreendedor. CEO do Trilhas e Aventuras, conta suas experiências de viagens no blog Viagens Possíveis e criador de inovadoras ações de marketing de turismo, o BlogTur e o VIPBloggers. Ama o que faz no seu trabalho e nas horas vagas também gosta de viajar. Siga no Instagram e no Twitter, curta no Facebook, assista no Youtube e circule Mauricio Oliveira e Trilhas e Aventuras no Google Plus.

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