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Roteiro de Israel e Jordânia em 10 dias – Parte II: Jerusalém, Palestina, Massada e Mar Morto

Roteiro de Israel - Na estrada para o Mar Morto

Como informado na parte I (leia aqui), nosso Roteiro de Israel iniciou conhecendo um pouco da capital e o norte do país. Focando numa viagem religiosa para acompanhar os passos de Jesus e visitando os principais sítios mencionados na Bíblia.

Nesta segunda parte, após duas horas de carro pelo deserto da Judéia (na verdade, por uma rodovia incrivelmente conservada, um “tapete rodoviário” numa viagem super tranquila), chegamos à cidade de Jerusalém, onde ocorreram as últimas horas de Cristo.

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Mas antes de chegar a cidade antiga, uma parada em Ein Karen, para visitarmos a Igreja de São João Batista. Onde na parte interna, uma gruta marca o local onde João Batista nasceu.

SENTI FALTA E INDICO: Na região moderna de Jerusalém, há o memorial do holocausto (Yad Vashem – com entrada gratuita), o Museu das Terras Bíblicas (Bible Lands Museum) e o Museu de Israel (que possui o Santuário do livro com “Os Manuscritos do Mar Morto”, que são a versão mais antiga do texto bíblico, cerca de mil anos antes do que o texto original da Bíblia Hebraica). Como não tínhamos muito tempo, não conseguimos visitar, mas indicamos muito.

Em Jerusalém, não há necessidade de carro. Por esta razão, procedemos a devolução na chegada e nos hospedarmos aqui por três dias inteiros para conhecermos a cidade murada e irmos a Belém. Ao final, programamos um novo aluguel de carro para irmos a Eilat (cidade ao sul de Israel onde imigraremos para a Jordânia) e retornar a Tel Aviv, onde haveria a devolução do automóvel.

Sugestão de roteiro religioso de 4 dias para Jerusalém, Palestina e Mar Morto

PRIMEIRO DIA: JERUSALÉM

Após a devolução do carro, seguimos andando com as malas até o hotel (a dica é escolher um hotel em Jerusalém que fique próximo da antiga cidade murada para facilitar a movimentação).

A cidade de Jerusalém é de um encanto só. Limpa, organizada, trânsito tranquilo com opção VLT e vários restaurantes, onde almoçamos. Dentro da cidade murada, há divisão entre os Bairros Muçulmano, Judeu, Cristão e Armênio. Seguimos primeiramente para o Portão de Herodes, no Bairro Muçulmano, onde iniciamos a “Via Sacra”.

Previamente, nossa pretensão era realizar a Via Dolorosa por conta própria, pois não achamos difícil e tínhamos um guia de bolso (destes comprados em livrarias). Entretanto, no primeiro ponto, paramos numa lojinha e um guia ofereceu seu serviço. Decidimos que seria muito importante (e realmente foi!) ter uma pessoa local para se locomover entre as vielas e becos. E assim, ganhamos tempo, visitamos sítios com mais facilidade (sem filas) e entramos em locais já fechados e até mesmo uns considerados “mais sagrados”. Ou seja, não hesite, contrate um guia local sim (vale cada centavo – só trate de barganhar o valor).

Primeira parada foi Mosteiro da Flagelação, e seguimos para o colégio de Omar, onde os Franciscanos iniciam a Via Crucis (a qual estava fechada, mas nosso guia tinha a chave), e acessamos o local, tendo uma vista linda da Cúpula da Rocha (onde Moisés ascendeu aos céus).

Próxima parada, no arco do Ecce Homo (onde Pôncio Pilatos expôs Jesus), nosso guia nos encaminhou para uma câmara subterrânea onde, segundo ele, é o único local onde há 100% de certeza que é o piso real da época de Cristo. No local, romeiros e religiosos em oração e também itens da época, funcionando como museu. Confesso que, se verdade ou não, fomos tomados por uma emoção, uma sensação de paz e amor por Aquele que morreu na cruz por nós, e não conseguimos segurar as lágrimas. Sem dúvida, um dos pontos altos da viagem.

Seguimos com o nosso guia para cada uma das estações, onde pausadamente ele explicava tudo com maior paciência e repleto de informações detalhadas. Acessando cada um dos locais como se fosse proprietário. Abaixo algumas fotos das estações. Em cada parada, uma nova emoção indescritível.

O tour guiado acabou na porta da entrada principal da Igreja do Santo Sepulcro, no Bairro Cristão. Aqui visitamos as últimas cinco estações, incluindo o Calvário, a Pedra da Unção e o Túmulo de Cristo. Fomos também no local onde foi encontrada a cruz de Cristo por Santa Helena e assistimos uma missa em espanhol em uma das várias capelas.

Nosso dia foi mega cheio e cansativo, mas de uma emoção sem igual. E assim retornamos ao hotel felizes e em paz.

SEGUNDO DIA: PALESTINA

Iniciamos nossa jornada indo para o Monte Sião, visitamos Sala da Última Ceia, Igreja da Dormição da Virgem Maria, Túmulo do Rei Davi, Cemitério com túmulo de Oscar Schindler e Igreja de São Pedro de Calicanto (onde Pedro negou Jesus por três vezes).

Após estas visitas, negociamos com um taxista para nos levar ao Monte das Oliveiras e a Belém (ou seja, a tarde inteira a nossa disposição).

Começamos com a Basílica da Agonia, onde há um lindo jardim de Oliveiras milenares, seguindo para o Santuário ortodoxo onde está o túmulo da Virgem Maria e finalizando no Capela das Ascensão de Jesus, onde dentro de uma Mesquita, há uma marca do Seu pé cravado numa pedra antes de subir aos céus.

Do alto do Monte das Oliveiras, há um mirante lindo onde é possível avistar toda a Cidade Velha e o Vale de Josafá, com túmulos dos séculos I e II a.C.

Seguimos de carro para a Palestina, numa paisagem de puro deserto montanhoso, passamos pelo ponto onde está marcado o nível do mar (mais fotos) e pela fronteira (tudo bem tranquilo, mas claro que o coração ficou apreensivo), até chegarmos a Basílica da Natividade.

Obs: Há opção de ida a Belém através do ônibus 163 (cerca de 1h20m) próximo ao portão Jaffa em Jerusalém. E na chegada contratar um táxi.

Próxima parada, Jericó (conhecida no Antigo Testamento como “Cidade das Palmeiras”), onde avistamos a figueira em que Jesus avista Zaqueu (Lucas 19, 1-7) e a Montanha das Tentações, local onde o diabo teria aparecido para fazer Jesus abandonar seu jejum de 40 dias (Mateus 4, 1-11).

SENTI FALTA E INDICO: Praça da Manjedoura e Igreja de Santa Catarina.

Retornamos a Jerusalém, onde seguimos para o Muro das Lamentações. O local é separado por gênero: homens na entrada recebem um quipá descartável e as mulheres devem cobrir com véu seus cabelos em sinal de respeito. Levamos em papéis as nossas preces/pedidos (e as de amigos/familiares) e as inserimos nas fendas do muro. E saímos andando de costas, olhando para o muro.

Para finalizar, fomos ao túnel do Muro das Lamentações (The Western Wall Tunnels), o qual já havíamos comprado pela internet e reservado horário (https://english.thekotel.org/western_wall_sites/western_wall_tunnels/). Esta visita é um mergulho na história, uma viagem ao tempo à época de Herodes por meio dos túneis abaixo da cidade, contando a história da construção do Templo dos judeus. Vale muito a pena.

Dica 1: Quando fizer os passeios pela ruelas da Terra Santa, não deixe de beber suco de Romã, provar dos doces árabes e comer tâmaras, tirar fotos com os policiais e seu armamento pesado (não se preocupe, são mega simpáticos e adoram o Brasil) e, é claro, fazer comprinhas de lembrancinhas (incluindo lindos echarpes).

Dica 2: compre itens religiosos (terços, rosários, bíblias, etc) antes de realizar a via Sacra, pois assim você poderá colocá-los em contato direto nos locais sagrados que você passar. Mas claro, tudo isso é uma questão de crença e fé, você já está em solo sagrado.

Dica 3: Após visitar os túneis e/ou Muro das Lamentações, suba uma de suas escadarias para um visual lindo da cidade e melhor vista do complexo de templos Haram esh-Sharif.

TERCEIRO DIA: MASSADA E MAR MORTO

Acordamos, arrumamos as malas e pegamos nosso carro alugado em direção ao Mar Morto. Mas antes uma parada para conhecer Massada, a fortaleza situada a 440 m acima do nível do mar morto, erigida no século I a II a.C., e depois ampliada por Herodes, o Grande. Sendo palco de um dos maiores cercos entre Romanos e Judeus, o que levou ao auto-suicídio do povo judeu. Subida e descida pode ser feita a pé, mas preferimos o uso do teleférico (+ – R$20,00).

Seguimos então para o Mar Morto: 425 m abaixo do nível do mar, o ponto mais baixo da Terra. Onde ficaríamos hospedados por uma noite (usamos novamente o bookink.com para reservar um hotel no Mar Morto). Escolhemos a Praia Ein Bokek, onde compramos sachês de lama para nos lambuzarmos e fazermos a clássica foto boiando (dica: não abra os olhos embaixo d’água e cuidado com cortes no corpo, a água tem índice de sal altíssimo).

Foi realmente aquela parada para descansar, relaxar e brincar. Finalizando, assim, mais um dia incrível nesta terra abençoada. E, aqui dormimos para seguir no dia seguinte a Eilat, onde realizaremos a imigração para Jordânia: assunto da parte III desta incrível viagem.

Aguardem o próximo post desse Roteiro por Israel e Jordânia.

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Escrito por Gil Cavalcante

Gil Cavalcante é pernambucano, administrador de empresas, professor, e viajante do mundo. Coleciona ímãs de geladeira das cidades por onde passa, e tem como meta: visitar e conhecer cada cultura deste planeta a fora. Sigam meus passos também no Instagram: @gilcav

Comentários

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  1. Novamente, um excelente relato! Se possível, poderia me responder algumas dúvidas?
    Qual foi o lugar que vocês devolveram o carro alugado em Jerusalém? Queremos fazer exatamente assim: alugar em Tel Aviv e devolver em Jerusalém.
    Vocês utilizaram o VLT em Jerusalém? Sabem como funciona a compra dos tickets?

    Muito obrigada. Dá pra sentir a emoção e o empenho lendo cada palavra do post. Muito sucesso! Um abraço

    • Olá Camila,
      Devolvemos o carro na própria cidade de Jerusalém. Eles possuem varias locadoras que permitem que vocês peguem em Tel Aviv e devolvam no centro da cidade antiga. É super tranquilo. Por isso também escolhemos um hotel mais próximo do local da devolução para ir andando.
      A cidadezinha é bem pequena e não usamos o VLT para locomover, já que nosso intuito era andar mais por dentro da cidade murada.
      Fico deveras feliz que gostou do relato.
      Abraço
      Gil

  2. Ola. Ainda nao tem a parte 3?
    Quero mto ler!
    Duvidas, se puder me ajudar:
    – esse guia que em Jerusalem falava em qual lingua? Vc tem o contato ainda? Lembra qto pagaram?
    – massada e Mar morto vcs fizeram sem guia? Acham importante ter?
    Obrigada

    • Olá Marcela,
      Estou ainda escrevendo a parte 3 que é a imigração para Jordânia e retorno a Israel. Breve estará aqui.
      Sobre suas perguntas:
      1) o guia falava em inglês e ele ofereceu seus serviços na primeira parada da via sacra. Negociamos o preço antes. Tem varios. Não se preocupe, eles vão te abordar.
      2) Fizemos Massada e Mar Morto sem guia. Compramos apenas um guia impresso da Folha numa livraria e atendeu muito bem. Baixei mapas também no celular. Compre um chip local e use os app de localização. Não há como se perder. Tudo muito sinalizado.
      Um beijo e já já a parte 3.

  3. bom dia, parabéns pelo post, uma duvida , em li em outro site falandoemviagem que “Carros alugados em Israel não podem entrar nos territórios sob administração da Autoridade Nacional Palestina – ANP (a chamada “área A”). Isso engloba cidades como Nablus, Jenin, Jericó, Belém e Ramala, entre outras. Caso queira visitar essas cidades, pode-se ir de ônibus ou de táxi compartilhado (sherut) a partir de Jerusalém, ou até mesmo contratar uma excursão….. ” Isso eh verdade. Onde vc devolveu carro ? agencia hertz em jersalem ou antes de entrar nela ?

    • Olá Marcio,
      Também li isso. Por isso que quando aluguei o carro foi para realizar a parte norte do estado e também ir ao sul até fronteira com Jordânia. Para ir a Belém, contratei um carro com motorista para fazer lá mesmo em Jerusalem.
      Sobre a devolução, ela ocorreu na proporia locadora que fica em Jerusalém. Foi muito tranquilo.
      Abraços

  4. Olá Gil,
    Estou adorando seu relato, está norteando meu planejamento para viagem em dezembro. Me esclareça por favor, a parte que você retorna da região da Galileia para Jerusalém , onde você relata que atravessa o deserto da Judeia, você conseguiria identificar através de qual estrada você passou? É um pouco confusa aquela região geopolítica e tenho um pouco de receio de que eu possa entrar em alguma zona de conflito.
    Muito Obrigada
    Mônica

    • Olá Mônica,
      Não lembro ao certo qual estrada eu utilizei. Mas fui norteado através do app waze, que é israelense. Assim, acredito que ele te direciona por estradas seguras e sem risco de problemas. As rodovias são perfeitas. Pode ficar tranquila, só adquira um chip quando chegar ou habilite seu telefone para uso internacional.
      Abraço

  5. Gil, estou encantanda com o seu roteiro. Obrigada pelas Partes I e II. Quando podemos esperar o trecho da Jordania na parte III? Obrigada, Claudia

  6. Olá Gil,

    Parabéns pelo post! Muito completo e recheado de emoção. Já me emocionei lendo, imagina vivenciando tudo isso! Parabéns de novo!
    Já tem a parte 3? Fiquei muito curiosa pra ler sobre a Jordânia.

    Abraços,

    Josana.

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