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O Rapel pode ser encarado como um esporte?

Ultimamente no Brasil está uma grande polêmica ao que se diz respeito ao Rapel. O Rapel é somente uma técnica ou um esporte?

Na escalada o Rapel é somente uma consequência, pois o objetivo do escalador é conseguir fechar uma via ou chegar ao cume de uma montanha através da escalada, conseguindo tal feito o rapel é utilizado puro e simplesmente para voltar ao “chão”, só com o rapel o “escalador” poderá fechar no máximo uma via de 4º grau, tendo sérios riscos de ocasionar um acidente. Na espeleologia o rapel é utilizado para ter acesso a caverna, se o espeleólogo tiver somente a técnica do rapel, no bom português ele será um lixo como espeleólogo. No canyoning o rapel é utilizado para ter acesso a alguns pontos do canyon e nada mais, como já citei nos outros esportes somente o rapel não vale pra nada para tais atividades. O rapel utilizado nestes esportes é puro e simplesmente uma técnica, que sozinha não serve pra muita coisa. O rapel feito nestes esportes é feito do modo convencional, sem muita emoção, pois o apse da adrenalina já foi atingido.

Já no Rapel (agora com um p só) a adrenalina está na descida onde o praticante (e não rapeleiro ou rapelista) faz manobras com a cadeirinha invertida, virando de ponta cabeça fazendo descidas com velocidade, e várias manobras, mas com total segurança. Este rapel pode ser considerado um esporte, pois somente tem semelhança com os outros esportes já citados em alguns equipamentos e nada mais a técnica utilizada é bem diferente. Concordo plenamente que existem pessoas tentando se matar literalmente, pois viu uma vez na tv alguém fazendo rapel, entra em uma loja, compra uma corda, um oito, um mosquetão, uma cadeirinha, vai para uma montanha da um nó cego no primeiro lugar que encontra enche a cara de bebida e ainda se não fosse o bastante faz rapel no meio de uma via de escalada, atrapalhando os escaladores e ocasionando acidentes.

Mas estas situações não podem ser generalizadas, pois existem pessoas que dominam o quê estão fazendo, respeitam o espaço dos outros esportes, desenvolvendo o seu esporte o Rapel com ética e segurança sem ocasionar danos. E para vocês falsos moralistas de plantão que acham que uma técnica usada por outros esportes não pode ser aprimorada e utilizada como esporte, abra hoje em suas casas qualquer dicionário de língua portuguesa e procure o significado da palavra esporte lá você vai encontrar: “Esporte é o conjunto dos exercícios físicos praticados através de uma técnica, pode ser praticado individualmente ou em equipes.”

Então falsos moralistas, no rapel não é feito exercícios físicos? Não é utilizada uma técnica? Então porque o rapel segundo vocês cabeças duras ele não é um esporte?

por Fabio Barbosa
[email protected]
Curitiba – Paraná

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Escrito por Mauricio Oliveira

Maurício Oliveira é social media expert, fotógrafo, videomaker, consultor de turismo, blogueiro, influenciador e empreendedor. CEO do Trilhas e Aventuras, conta suas experiências de viagens no blog Viagens Possíveis e criador de inovadoras ações de marketing de turismo, o BlogTur e o VIPBloggers. Ama o que faz no seu trabalho e nas horas vagas também gosta de viajar. Siga no Instagram e no Twitter, curta no Facebook, assista no Youtube e circule Mauricio Oliveira e Trilhas e Aventuras no Google Plus.

Comentários

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  1. Prezado CEO do Trilhas e Aventuras, Sr. Mauricio Oliveira…

    Me pronuncio acerca do exposto na “matéria” acima (O Rapel pode ser encarado como um esporte?) produzida pelo Sr. Fabio Barbosa, segundo o que foi publicado aqui no site… E o faço em função da forma, não muito amistosa, como o referido autor intitula aqueles que são contrários a sua ideia de que o rappel (ou, rapel) é um esporte…

    Conforme o texto, quem não considera o rappel (rapel) como esporte é taxado de “cabeça dura” e “falso moralista de plantão”…
    Ressalto que o autor não foi muito feliz em vários trechos do seu texto, a exemplo:

    a) No terceiro parágrafo, ele diz: “Já no Rapel (agora com um p só)…”
    Ora, se em TODO o texto ele digita a palavra com apenas uma letra “p”, sinceramente não entendi porque, entre parênteses, ele diz AGORA… Mas tudo bem… Vamos em frente…

    b) A palavra RAPPEL é de origem francesa, portanto, sua grafia correta é mesmo com duas letras “p”… O neologismo é válido, desde que seja empregado para facilitar a compreensão e não o contrário…

    c) Não pretendo aprofundar no histórico do desenvolvimento da técnica, mas, se observarmos com atenção, quase não há equipamentos desenvolvidos especificamente para sua prática, ou seja, quase todos são simples adaptações… Veja: Uma cadeirinha (cinto, baudrier, etc…), por exemplo, foi desenvolvida especificamente para escalada… Mas eu nunca vi um escalador subir um paredão rochoso de costas. Aí eu pergunto: Qual o real objetivo de se inverter a cadeirinha? Uma “adrenalina” a mais? O mesmo digo para as técnicas de “inversão”, onde o praticante assume a postura “de cabeça para baixo” utilizando um cinto classe I, quando normas internacionais de segurança exigem que, para tal postura, sejam utilizadas alças para o tronco, justamente para não haver o “escorregamento” no momento da inversão, assim como diversos pontos de ancoragem justamente para garantir a segurança nas diversas posturas necessárias, como, por exemplo, num resgate vertical…

    d) E, por fim, percebi que, para o autor, o conceito do termo “esporte” está incompleto, pois, segundo o site do Brasil Escola, uma atividade para ser considerada esporte, muito além de ser um conjunto dos exercícios físicos praticados através de uma técnica e que pode ser praticado individualmente ou em equipes, requer o enquadramento nas seguintes situações:

    1) ter regras fixas;
    2) a subordinação dessa prática a algum órgão oficial;
    3) ser uma atividade competitiva;
    4) o atleta está sempre em busca de um tipo de recompensa maior do que o prazer de praticar o esporte: ele é um profissional que ganha a vida (ou pretende ganhar, no caso de atleta amadores) por meio do esporte, seja com patrocínio ou com os prêmios dados nas competições.
    Pelos motivos expostos, sugiro que o autor seja contatado a fim de rever seus conceitos e fundamentá-los, para que, futuramente, não ocorram distorções no aprendizado especificamente por parte de pessoas “leigas” que são atraídas pela proposta pura e simples de praticar uma atividade de risco intrínseco…

    Me ponho à inteira disposição para o que se fizer necessário.

    Um forte abraço.

    • Oi Urbeval, esse texto é antigo, acredito que foi logo quando o rapel virou febre no Brasil, e certamente o pensamento do autor já mudou. Obrigado por suas considerações. Seu texto está excelente! Se quiser escrever algumas matérias pra gente sobre qualquer assunto relacionado ao tema, é só nos enviar por email. Abs.

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