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O uso do Geoprocessamento para o planejamento de cicloviagens

Em prol dos amigos que se aventuram a sentir o pó colorido da estrada, sobretudo de bicicleta, apresento aqui um pouco sobre o que o processamento digital de dados geográficos (Geoprocessamento) pode contribuir no levantamento de características do terreno a ser percorrido.

Como todos já tem percebido, nos últimos anos tem crescido muito a disponibilidade de recursos que podem ser utilizados para o planejamento de uma viagem no intuito de se conhecer melhor as paragens e as rotas. Exemplo disso é o que os GPS tem nos auxiliado, mapas atualizados e o famoso Goggle Earth, mais o Google Maps, dentre outros.

Considerando que os dados de relevo (altimetria) são importantes no planejamento de cicloviagens, apresenta-se aqui uma técnica bastante simples para a modelagem digital do terreno a ser percorrido.

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Figura 1. Dados SRTM com aplicação de tonalidades de cores e efeito de textura para a altimetria.
Existe um Software chamado Global Mapper (http://www.globalmapper.com) que possui a capacidade de reconhecer diferentes tipos de imagens e dados. Nesse programa inseriu-se dados SRTM (Shuttle Radar Topographic Mission) que são caracterizados por pontos amostrais com informações sobre altimetria do terreno. Um sensor acoplado ao ônibus espacial Endeavour foi projetado para coletar medidas tridimensionais da superfície terrestre através de interferometria (técnica da sobreposição de duas ou mais ondas), (VALERIANO, 2004).

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Figura 2: modo de visualização oblíqua (Modelagem do Terreno)
Portando, com uma resolução de 90 metros no plano horizontal, tem-se um dado de altimetria e essas imagens podem ser adquiridas no link: ftp://e0srp01u.ecs.nasa.gov/srtm/.

O grande diferencial é que sobre esses dados de altimetria pode-se sobrepor imagens que demonstrem as características do uso da superfície que mais nos interessa, ou seja, as estradas.

Imagens dos satélites Landsat ou CBERs podem ser adquiridas no site do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – www.inpe.br) ou imagens do próprio Google Earth podem ser acopladas a esses dados SRTM.

Desse modo conciliam-se informações sobre a superfície (uso do solo) com as variações de altitude.

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Figura 3. Dados SRTM mais o mapa MME do IBGE com aplicação de transparência sobre a imagem JPG do mapa e um roteiro aleatório (linha amarela) visualizado na forma de perfil topográfico, onde é possível identificar a altimetria do percurso mais a quilometragem
 

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Figura 4. Dados SRTM (Modelagem do Terreno) com a sobreposição do mapa do IBGE.
No caso do exemplo demonstrado aqui utilizamos além dos dados SRTM e uma imagem do Google Earth, que na verdade são imagens de satélites disponibilizadas gratuitamente pelo Google, um mapa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na escala de 1:50000 chamado MME, que existe para todos municípios do Brasil, no qual existe muitas informações de estradas pavimentadas e não pavimentadas, e pode ser baixado no link: ftp://geoftp.ibge.gov.br/.

No caso desse último mapa (MME), o mesmo está disponível no site do IBGE em “pdf”, portanto foi necessário transformá-lo em JPG, para depois inseri-lo no software Global Mapper.

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Figura 5. Ao invés do mapa do IBGE, pode-se inserir uma imagem do Google Earth e associar com os dados SRTM.
 

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Figura 6. Modelagem do Terreno com a imagem do Google Earth.
Assim, criou-se um banco de dados com os seguintes planos de informação:

– Dados SRTM (altimetria);
– Mapa MME (IBGE);
– Imagem Google Earth.

A grande possibilidade do uso desses recursos, além de ter acesso a altimetria é o tratamento dos dados de forma georeferenciada, ou seja, os planos e informação carregados na telas estão georeferenciados em um plano x e y que conhecemos como latitude e longitude, portanto, informações adicionais podem ser calibradas no banco de dados com GPS, isto é, se quiser colocar na tela um caminho que você fez e registrou com o GPS, é possível.

O georeferenciamento permite o cálculo de distâncias para definir roteiros e com as informações de altimetria, oferece a visualização do roteiro em forma de Perfil Topográfico, informação muito importante para as cicloviagens.

Espero ter contribuído e difundido a técnica para aplicação no planejamento de novas façanhas em bicicleta.
É isso, aventurem-se.

Bike = Vida

Abraços.

Autor: Fernando Manosso
E-mail: [email protected]

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Escrito por Mauricio Oliveira

Maurício Oliveira é social media expert, fotógrafo, videomaker, consultor de turismo, blogueiro, influenciador e empreendedor. CEO do Trilhas e Aventuras, conta suas experiências de viagens no blog Viagens Possíveis e criador de inovadoras ações de marketing de turismo, o BlogTur e o VIPBloggers. Ama o que faz no seu trabalho e nas horas vagas também gosta de viajar. Siga no Instagram e no Twitter, curta no Facebook, assista no Youtube e circule Mauricio Oliveira e Trilhas e Aventuras no Google Plus.

Comentários

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  1. Caro. Paz!!
    Trabalho com vários softwares de geoprocessamento e uso GPS (por questões inclusive profissionais) há anos e sou um ciclista experiente e com várias cicloviagens no curriculo.
    Respeito muito vc e sei que vc tem boa vontade e até um certo pioneirismo mas achei seus métodos muuuuuuiiiiiiito complicados e desnecessários pra um planejamento de cicloviagem.
    Vc consegue visualizar o relevo 3D diretamente no GoogleEarth sem ter que recorrer ao Global Mapper e os dados SRTM (basta inclinar a visualização no GoogleEarth à medida que vc dá zoom o relevo fica mais vísível).
    Além disso, visualizar o relevo da região em si não trás grandes informações sobre a altimetria do “circuito” que efetivamente será percorrido.
    Basta usar o GoogleEarth, gerar trajetos (caminhos) diretamente sobre as estradas visíveis que se pretende percorrer e mandar o próprio GoogleEarth gerar o perfil de elevação a partir do seu caminho gerado… muito mais simples.
    Abraço procê aí valeu??

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