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Subindo o Pico da Neblina

Quarta-feira, 9 de fevereiro de 2000.

Rio Manaus de avião, uma tarde pela cidade, onde conhecemos o teatro Amazonas, o mercado municipal e a zona portuária. Compramos comida para a caminhada.

Hoje cedo, voamos num pequeno avião de 30 lugares para São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do estado do Amazonas, e dentro de breve vamos descer em Barcelos, escala do vôo. Abaixo de nós, em um dia nublado, a floresta com suas centenas de praias de rios e seus bancos de areia. A cor da água é âmbar e, agora que baixamos para pouso, penso ver melhor a floresta amazônica e o magnifico espetáculo visto do alto.

Nada faltará! Seremos em número de três e temos tudo que precisamos.

Pousamos em Barcelos e a pista é toda esburacada. Muito tranqüilizante. A temperatura está em torno de trinta graus e o dia está limpo com algumas nuvens.

Lá vamos nós de novo. O objetivo da viagem é subir o Pico da Neblina, na fronteira do Brasil. Sobrevoando a floresta percebe-se a sinuosidade dos rios e os temíveis bancos de areia, responsáveis pelos desastres com os barcos que navegam os rios. Todos os rios desta região têm coloração âmbar escuro, o que é muito bonito quando visto do alto. Salve a aviação! Ontem pela manhã no Rio de Janeiro e agora estou me dirigindo ao extremo norte do Brasilsão.

O passageiro do banco ao lado, me informa que o rio cor de âmbar é o Negro. Nota-se por quê chama-se assim. Afirma que não está chovendo muito e que a “chuva grande” só começa em março. Batemos um rápido papo sobre a região e logo fomos interrompidos pela aeromoça avisando que já vamos pousar em São Gabriel.

Quinta-feira, 10 de fevereiro de 2000.

Chegamos ontem pela manhã e já estamos com algumas informações sobre o Pico da Neblina. Estivemos no IBAMA em busca de um guia para nos levar.

Ontem passamos a tarde tomando banho no rio Negro… água deliciosa. Dá para mergulhar sem problemas. As praias de rio são muito legais porque a água é doce, não têm o sal que fica incomodando como as praias de mar.

Apreciamos um pôr do sol “arrocheado” que nos fez a cabeça pela beleza que produziu no horizonte.

Domingo, 13 de fevereiro de 2000.

Os três últimos dias foram de muito trabalho e produção da viagem. Contatamos o pessoal do Ibama e guias da região. Acabamos por acertar com Waldir Xurimã, um guia indígena. Fizemos compras de comida e de alguns equipamentos para a região. De início foi muito estressante devido aos “esquemas” da região, mas depois que contatamos o Waldir, tive a sensação de que tudo ia começar.

O rio Negro é um capítulo à parte. Majestoso, belo, vivo. Água morna nesta época do ano e baixo volume de água. A cidade de São Gabriel é cheia de militares do exército e da aeronáutica, além de policiais federais em quantidade. A vizinhança explica tudo: tráfico e guerrilheiros das FARC. Rola muito dinheiro por aqui mas tudo é muito caro devido à distância e aos muitos intermediários. Há ônibus urbano, telefonia e demais serviços, porém de dia falta água e de noite falta luz. Motores velhos para água e eletricidade marcam o horizonte com uma fumaça preta.

Terça-feira, 15 de fevereiro de 2000.

A “Europa” está um tédio. Vamos descer o Yá Mirim e o Yá Grande. O dia de ontem foi o primeiro dia da viagem propriamente dita. Pusemos toda a nossa carga em uma caminhonete amarela do “seu” Cabral e enfrentamos 85 Km de estrada de barro na caçamba do carro, junto com uma voadeira de alumínio, um tonel com 170 litros de gasolina e três mochilas.
Começávamos a penetrar na floresta com sua onipresença e com o traço constante da presença de humanos à margem da estrada. Queimadas, sítios, famílias indígenas e caboclas. A parte da manhã foi ótima com sol fraco, alegria e paisagem exuberante. Logo chegamos ao porto fluvial onde desembarcamos do caminhão, transferimos o barco e a carpa para a água e iniciamos o percurso rio acima. O clima está estupendo: céu azul, seco, sem muita umidade pois não está chovendo. Algumas nuvens providenciais com suas sombras, o ar fresco no corpo o tempo todo. É, não está mal…

Navegamos por umas cinco horas com uma pequena paradinha estratégica para fotos e filmagens. Começávamos a ser apresentados à fauna da região, particularmente às aves de diversos tamanhos e cores. Seu canto era sempre um deleite, ainda mais quando se reuniam em grandes grupos para “ensaiar canto orfeônico”.

Rios de águas escuras e não muito cheias nesta época do ano. Por vezes somos obrigados a navegar vagarosamente para escapar dos troncos e pedras sob a linha da água. Num trecho tivemos que desembarcar e vir conduzindo o barco correnteza abaixo num pequeno trecho. Eu e Ricardo o segurávamos para não desembestar e o Waldir o conduzia na frente. No fim da tarde desembarcamos numa praia de uns quatrocentos metros de largura, à beira da mata onde dormiríamos para seguir rio acima no dia seguinte.

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Armamos um Tapiri e fizemos nossa fogueira. Fotos e gritinhos de alegria pela beleza do lugar. Acampados em plena floresta num lugar tão incrível e confortável.

Manhã seguinte. Tomamos café, desmontamos o acampamento e estamos aqui, rio acima, numa manhã de sol fraco O que vimos e estamos vendo não dá para contar apenas com palavras, necessito de um discurso multimídia com textos, fotos, vídeo, preto e branco, colorida; áudio.

Devemos navegar o dia todo até o acampamento “Tucano”, onde vamos passar a noite e iniciar a caminhada para o pico. É lá que a coisa vai começar a pegar, pois vamos andar a pé no mato, com mochila nas costas por uns sete dias. O peso é, para variar, o principal problema. Não queremos levar barraca e precisamos convencer a Fafá, que está um pouco temerosa, mas vamos conseguir.

São cerca de dez horas da manhã e seguimos o caminho. À frente avistamos um pico da serra do Padre, que vamos cruzar de barco num vale mais a frente. Está bem longe e vamos demorar para chegar lá. O rio Ia Mirim é sinuoso e de águas escuras e tem uns cem metros de largura, sendo considerado pequeno para os padrões da região.

Sinto-me muito seguro com o Waldir como guia desta aventura. Sabe tudo sobre a região, sendo um profundo conhecedor da fauna e do regime dos rios amazônicos. Paramos numa “praiosa” para que pudéssemos ver umas escrituras na pedra, que se revelaram uma fraude. Pedras no caminho, o segredo é ir devagar, cautelosamente, observando a superfície.

Quarta-feira, 16 de fevereiro de 2000.

Cerca de nove horas da manhã. Subindo o trecho final do Yá Grande em direção ao ponto em que iniciaremos a caminhada.
Troncos caídos, praias de areia amarelada, barrancos, pedras, floresta. Subindo, às vezes lentamente, às vezes não, mas sempre seguindo. Não conseguimos alcançar, no dia de ontem, o local que queríamos, mas paramos numa cabana indígena “5 estrelas”.

Serras do Padre, do Barueri e outras que não identificamos, surgem à nossa frente e atrás, dependendo da posição do rio, com suas curvas infindáveis. Bem quanto à distância de barco, só posso dizer uma coisa: é longe para chuchu!

Em breve vamos aprontar e encarar as mochilas morro acima. A verdade é que não estou tão pesado quanto em outras ocasiões. Vamos sem barraca e com pouquíssima roupa de frio, apesar do Pico ser frio pra chuchu. Pelo que nos disseram (cerca de 7 graus) dá para agüentar por uns 3,4 dias.

Quinta-feira, 17 de fevereiro de 2000.

Estamos acampando no Bebedor Velho, sob proteção de uns toldos plásticos que trouxemos, no meio da floresta e com um pequeno curso de água ao lado que desemboca num poço.
Até aqui está tudo muito tranqüilo. A caminhada que começamos ontem – após escondermos o barco e o motor no igarapé do tucaninho – durou cerca de 4 horas num terreno que hora subia, hora descia. Não era muito sacrificante, na verdade.

Acampamos ontem à noite na Cachoeira do Tucano, ao lado de um riozão que tivemos que cruzar sobre uma enorme árvore que havia tombado e jantamos arroz com feijão, banana e melancia, que o Waldir e o Santilo conseguiram no roçado feito pelos mineradores.

Waldir e Santilo são dois excelentes contadores de histórias e causos e já demos boas gargalhadas com suas inúmeras histórias.

Aquela floresta que vemos do alto dos aviões e de dentro das lanchas voadeiras, agora nos envolve e circunda. Caminhamos cerca de sete horas ao longo de uma tarde e uma manhã e já deu para sentir o terreno nesta parte. Firme, seco, com trilha bem cuidada e bons campos para passar a noite.

Madrugada de Sexta-feira.

Estou acordado há mais de uma hora, com insônia.
Pretendemos acordar cedo para apreciar o nascer do sol, prepararmos o café da manhã e sair cedo, pois o dia será longo e duro. Caminharemos umas seis horas e devemos enfrentar um desnível enorme. Sairemos dos 520 metros de altitude que estamos para mais de 1500 metros, não sei quanto exatamente.
Tomei um remédio anti-alérgico que me dará algum sono. Tenho que combater o efeito das picadas dos mosquitos que levamos no inicio por inexperiência com os piuns, mosquitinhos miseráveis que te mordem as dezenas e provocam uma coceira danada. E vá você coçar para ver a desgraceira que provoca na sua pele.

Sexta-feira, dezoito de fevereiro de 2000.

Acampamento do Bebedor Novo, 15 horas: depois caminhamos cerca de cinco horas e meia de terreno íngreme. Estamos a 900 metros de altitude e o dia de amanhã será duríssimo, pois vamos subir a mais de 2000 metros. Passaremos o dia inteiro subindo, mas sairemos da mata e teremos vista livre para as serras que nos circundam. Desde que saímos do barco, há três dias que andamos em trilha dentro da mata, vendo o sol através dos raios que penetram entre os galhos e folhas. Amanhã teremos mudança de paisagem, alcançando outro tipo de terreno, o campo de altitude. Chegamos aqui sob chuva, no último trecho de cerca de uma hora de caminhada.
Não deu para molhar muito porque não choveu torrencialmente. Logo que chegamos, tomamos banho. E que banho! Num rio encachoeirado, logo abaixo. Que delícia! Água forte, cor de âmbar, fria e gostosa.

Madrugada de Terça feira para Quarta feira, 23 de fevereiro de 2000.

Acampamento do Bebedor Novo, retornando do Pico. Curiosamente uma das últimas vezes que tomei notas, foi neste mesmo local, mais outra noite de insônia. Sempre acordo à noite, pois dormimos por volta das 21 horas devido ao cansaço físico, cansado pelas longas caminhadas por terrenos íngremes e/ou enlameados.

Estamos todos muito cansados e um pouco irritados com os outros. Faz parte deste tipo de empreitada algum rififi entre os participantes, mesmo quando grandes amigos, como é o caso.
No Sábado empreendemos a caminhada do Bebedor Novo até o Palácio do Governador “Brizola” do Pico, um maranhense (como tem maranhense por aqui…) chamado João Batista, que está há muitos anos baseado naquela lavra. Está localizado a cerca de 1900 metros de altitude e trata-se de uma pessoa muito gentil e educada com os turistas, como nos chamam. Diz, inclusive, que quando o tempo está “fechando” e armando aqueles temporais enormes, é porque está chegando algum por lá. É chuva na certa.

Para alcançarmos aquele ponto do trajeto, caminhamos cerca de seis horas seguidas, com algumas paradinhas para descansar e comer algo para repor energias. Foi uma dureza subir mil metros em um só dia, numa trilha pesada como esta, mas ocorreram algumas variações interessante na flora. Depois de dias caminhando dentro da típica floresta amazônica, com vegetação densa e suas árvores altíssimas, experimentamos dois tipos de vegetação: uma claramente de transição entre a floresta e os terrenos mais altos, com vegetação típica de grandes altitudes. A parte da transição combina uma floresta já não tão densa nem tão alta, com plantas, bromélias, orquídeas e arbustos, que são encontráveis num micro sistema biológico existente entre os dois mil e os três mil do Pico.

Neste dia Fafá teve grande ajuda do Santilo – que levou toda a sua mochila – e pôde, então, caminhar melhor.

No dia em que chegamos ao “palácio”, preparamos nossas mochilas para o “ataque” ao pico, onde pretendíamos passar a noite acampados e apreciar o entardecer e o amanhecer. Acordamos por volta de seis horas, repetimos nossa rotina para preparar o espírito para as aventuras do dia, e partirmos por volta das nove horas da manhã, se não me falha a memória. Foi o dia mais duro da caminhada, mais que o dia anterior, pois levamos cerca de 10 kg de peso e tínhamos que subir outros mil metros ainda mais íngreme que o dia anterior e como introdução atravessar um lamaçal que vinha até o joelho quando pisávamos em local mais encharcado.

É uma bacia, plana, claro, com vegetação de meio porte, muitas cavernas encavadas pelas águas que desciam das montanhas. É dificílimo de atravessar, pois é extremamente cansativo. Depois que saímos deste trecho, de cerca de três horas de caminhada, começamos a subir pela encosta mais acessível ao pico. O problema é que nas últimas três, quatro horas de subida, começou a chover forte e a ventar. O frio que sentimos era mais do que marcava o termômetro, pois o vento diminui ainda mais a sensação térmica. Não acreditei quando finalmente chegamos. Estávamos esgotados e meio tristes, pois estava tudo nublado, sem nenhuma vista.

Mas, porém, todavia, contudo, o tempo mudou: apareceu o sol e o tempo ficou ótimo. Tivemos um pôr do sol magnífico. Logo que chegamos montamos a barraca, pois temíamos a volta repentina do toró que quase nos matara de frio. Ainda tivemos que ficar uns minutos encharcados e gelados, pois tínhamos que prepar o local: montar a barraca, instalar o toldo que trouxemos e, só então, vestir roupas secas. Nesta hora é preciso muita disciplina e autocontrole para suportar por mais alguns minutos o desconforto.

Preparamos um chocolate quente e uma comida semi pronta que tínhamos trazido para esta parte onde não carregaríamos muito peso nem comida. Fotografamos muito e aproveitamos um bom tempo as magníficas serras da parte brasileira e da parte venezuelana.

Valeu à pena percorrer toda essa distância de avião, barco e a pé para estarmos aqui. Só lamento ter passado apenas uma noite no pico, pois desde o Rio de Janeiro eu pretendia passar duas noites no pico, para podermos apreciar a paisagem por um período mais longo, mas…

A barraca em que estávamos, era para dois e éramos três. Ficou bem apertado, porém deu para passar a noite que não foi tão fria assim, principalmente porque estávamos apertados dentro da barraca que o Santilo nos emprestou.

Havíamos deixado as nossas lá no barco e pretendíamos nos virar com duas lonas carreteiro que tínhamos. Pela primeira vez não tivemos fogueira e abrigo pré pronto, era montanha. Usamos nosso fogareiro yanes para cozinhar à noite e pela manhã. Ao amanhecer nos levantamos e tivemos boas condições para fotografar ou filmar, como o Ricardo com sua câmera de vídeo. As nuvens haviam abaixado sobre os vales durante a noite, dando a impressão de serem feitas de algodão, quando vista do alto. Começavam a se expandir e a subir lentamente, criando constantemente variações de luz e volumes. Os raios solares penetrando aquela massa de algodão criava efeitos magníficos.

Os três fotografavam e davam gritos de alegria pelo espetáculo de luzes e cores que se desenrolava à nossa frente. Todas aquelas áreas cênicas, pareciam um enorme palco onde a natureza encenava um trecho da criação.

Vez ou outra nos olhávamos e dizíamos: – Fizemos! Entre sorridentes e meio orgulhosos de nós mesmos. Eu me dava conta da distância e da complexidade do planejamento e execução da expedição desde antes de saírmos de casa. Isso sem mencionar o trabalho anterior do Ricardo em Manaus, e nosso em São Gabriel. Foi muita mobilização. Talvez isso explique a lamentável mania de algumas pessoas individualmente, ou grupinhos de militares, que pregam placas comemorativas de seus feitos. Poluem o pico e deixam testemunho escrito de tamanho “mico” com trocadilhos e segundas intenções…

Ontem, segunda feira, começamos a descer do pico para o “palácio do governador”.

Caminhamos de dez horas até as 16:30 horas e encaramos outro toró durante a descida, o que nos fez passar aquele frio novamente. Por poucas vezes paramos para descansar, pois isso esfriava o corpo sob a noite fria, e caminhamos durante seis horas em sentido contrário. Primeiro a encosta pedregosa, íngreme. Depois a encosta com vegetação, onde tínhamos de usar mãos e pés para descer certos trechos. Em um trecho usamos corda, assim como na subida, e em outro tivemos que passar sem mochila, fazendo uma passagem de mão durante o trecho. Não é para principiantes. É muito dura e um pouco cara devido à distancia, e exigem algum trato com lama, mosquitos, calor e frio; sem falar em peso e subida montanha acima. Mas em compensação tem cada banho de rio inacreditável, uma culinária local da pesada com uma cultura popular centrada nos peixes de rio, na mandioca e nos feijões.

Mesmo o muito pobre não passa fome, nos disseram os garimpeiros e Waldir. Sempre tem o peixe e a farinha de mandioca de graça. Nestes últimos três dias só comemos da nossa comida “sintética”: ki-nojo, chá, leite em pó e sopas pré prontas. Saudades das bananas, do mamão, do aipim e dos peixitos assados na brasa e lambuzados de salho (grande invenção da cosmética culinária mundial: sal com alho, só não usamos no café com leite). A lua continua lá, banhando de prateado toda a superfície ?????. Resumindo: show!!!!

Quinta-feira, vinte e quatro de fevereiro de 2000.

Cerca de nove horas da manhã, no voadeiro, de volta a São Gabriel. Passamos a noite na área da produção de farinha de mandioca.

Tínhamos caminhado o dia inteiro, das 8 horas às 16 horas, para alcançar o ponto em que tínhamos deixado o barco e o motor. Nossa descida do pico até o barco demorou três dias. Tínhamos levado cinco dias para alcançá-lo. Caminhamos anteontem, do Palácio do Governador até o Bebedor Novo, numa caminhada das 9 da manhã até as 5 da tarde, porém, eu e o Ricardo, vínhamos tranqüilos, fotografando e “curtindo” a floresta que começávamos a abandonar. Acompanhamos claramente a mudança na vegetação típica do terreno acima dos 2000 mil metros, para a vegetação de transição e finalmente para a típica floresta amazônica.

No dia de ontem, caminhamos oito horas seguidas com pequenas paradas. Alcançamos o barco, porém fomos ajudados pelos dois jovens que nos pediram carona até Maturacá. Eles carregaram parte do nosso peso já que suas bolsas voltaram vazias dos negócios de fornecimento de rancho para os garimpeiros da parte alta. Desta forma pudemos fazer em um dia, descendo, o que fizemos em três subindo. Alcançamos a nossa voadeira e fomos em direção ao rio Maturacá, este sim um verdadeiro “rio Negro”, pois suas águas são escuras como a noite sem lua.

A volta é uma pena. A região amazônica é fantástica em diversos sentidos e conhecemos apenas uma pequenina parte dela e de seu variadíssimo povo. Certamente voltarei outras vezes por essas bandas.

Autor: Luiz Henrique Sombra.
E-mail: [email protected]
Cidade/UF: Rio de Janeiro – RJ

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Escrito por Mauricio Oliveira

Maurício Oliveira é social media expert, fotógrafo, videomaker, consultor de turismo, blogueiro, influenciador e empreendedor. CEO do Trilhas e Aventuras, conta suas experiências de viagens no blog Viagens Possíveis e criador de inovadoras ações de marketing de turismo, o BlogTur. Especialista em Expedições na Rota das Emoções e Lençóis Maranhenses. Ama o que faz no seu trabalho e nas horas vagas também gosta de viajar. Siga no Instagram, curta no Facebook, assista no Youtube.

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