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A exótica ilha de Santo Antão

Encravado no meio do oceano Atlântico, o arquipélago de Cabo Verde é um pequeno país africano que fala a nossa língua portuguesa. Formado por um conjunto de dez ilhas principais de origem vulcânicas e algumas outras ilhotas o país, com cerca de 500 mil habitantes ainda é um desconhecido destino e que por isto mesmo pode ser uma fantástica descoberta.

A logística para chegar a Cabo Verde é bastante restritiva, há apenas um vôo semanal saindo de Fortaleza que desembarca em Praia, capital Caboverdiana, após quase cinco horas de vôo sobre o Atlântico. A partir de lá há vôos operados por tubo-hélice que fazem a ligação com algumas outras ilhas do arquipélago.

Contudo, para se chegar a maior e mais exótica ilha de Cabo Verde é preciso primeiro desembarcar em São Vicente, que abriga a segunda maior cidade do país, Mindelo, conhecida por sua vida boêmia que revelou ao mundo a mais ilustre cidadã caboverdiana, Cezária Évora. A partir daí, não há mais vôos, então é preciso encarar uma travessia de cerca de três horas no agitado oceano para então chegar a ilha de Santo Antão.

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A primeira vista, Santo Antão parece um grande deserto. A medida que a embarcação se aproxima não se vê nenhum verde nas escarpas que saem do mar e chegam a ultrapassar 1000 metros de altitude. O desembarque é feito em um pequeno porto que é um agitado entreposto de mercadorias, onde a produção agrícola da ilha é embarcada ao mesmo tempo que as mais variadas cargas são descarregadas. O desembarque é feito no meio de dezenas de pick ups que oferecem transporte a Riberira Grande e Ponta do Sol no lado oposto da ilha. A viagem não é muito confortável na carroceria do utilitário, mas e estrada é capaz de surpreender a qualquer pessoa.

A viagem começa com uma grande subida, saindo do nível do mar e chegando a quase 1300 metros de altitude onde, exatamente no cume da montanha há uma mágica mudança no visual, a árida e ocre paisagem do sudeste dá lugar a úmida e verde vegetação do lado noroeste da ilha. A estrada parece ter sido feita a mão, com pedras vulcânicas empilhadas uma a uma, formando cristas que se equilibram sobre os cumes ponteagudos em um incrível visual que parece a grande muralha da China.

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Chegando na Ponta do Sol, pequeno distrito da ilha, tem-se a impressão que a vila permaneceu congelada no tempo durante décadas. A arquitetura portuguesa é a marca de uma época em que Cabo Verde ainda era uma colônia de Portugal e que o arquipélago era um importante entreposto de navios mercantes que cruzavam o Atlântico. Nada parece ter mudado, os casarões, as crianças brincando na rua, os senhores jogando dominó na praça e a vida correndo pacatamente como não se vê a muito em outros lugares nos dias de hoje.

A indústria do turismo ainda não descobriu este remoto destino que possui trekkings que passam por crateras extintas de vulcões, paredões escarpados que saem do mar e se estendem a centenas de metros e vilas tão remotas que a chegada de um viajante é um grande acontecimento para as crianças do local que poucas vezes na vida tiveram a oportunidade de conhecer alguém que não seja da própria vila. Até o português parece uma língua estranha já que nestas vilas a língua principal é o Criolo, mistura de diversos dialetos africanos, oriundos da colonização da ilha feita em meio ao tráfico de escravos do continente para as Américas.

Paisagens únicas e a incrível hospitalidade do povo de Cabo Verde fazem de Santo Antão um exótico e surpreendente destino em uma viagem por um tempo que já não existe mais em outros lugares.

Autor: Mário Neubern
E-mail: [email protected]
Site: http://www.marioneubern.nafoto.net

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Escrito por Mauricio Oliveira

Maurício Oliveira é social media expert, fotógrafo, videomaker, consultor de turismo, blogueiro, influenciador e empreendedor. CEO do Trilhas e Aventuras, conta suas experiências de viagens no blog Viagens Possíveis e criador de inovadoras ações de marketing de turismo, o BlogTur e o VIPBloggers. Ama o que faz no seu trabalho e nas horas vagas também gosta de viajar. Siga no Instagram e no Twitter, curta no Facebook, assista no Youtube e circule Mauricio Oliveira e Trilhas e Aventuras no Google Plus.

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