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Tailândia – Parte 2: Phuket e Phi Phi Island em 4 dias

Maya Bay, cenário famoso

Impossível ir a Tailândia e não querer conhecer as suas praias, de águas quentes e de cores azul-turquesa e verde-esmeralda (bem verdade, como as que encontramos aqui no nordeste brasileiro e no Caribe). Entretanto, há algo de místico que permeia este país budista. Uma energia transcende e intensifica mais ainda a beleza natural das suas ilhas paradisíacas, formadas por grandes rochedos, repletas de lagoas, grutas e vida selvagem. Um verdadeiro colírio para os olhos, corpo e alma, especialmente Phuket e Phi Phi Island.

Roteiro de 2 dias em Phuket

Phuket é a maior ilha da Tailândia (comparado ao tamanho do país Cingapura), fica no mar de Andaman, a oeste da península da Malásia, sendo uma ilha muito montanhosa. Aqui, diversos turistas vêm com objetivos diversos: local exótico, turismo sexual, aventura ecológica e/ou paraíso natural.

Partindo de Bangkok de avião, o voo é curto e tranquilo, dura apenas 1,5 hora. O aeroporto de Phuket é bem pequeno, e na chegada, compre um ticket de van que leva você para os bairros da ilha onde ficará hospedado. No caminho para o hotel, as vans param em agências de turismo para os turistas fecharem passeios, e foi aí que já deixei fechado: (1) transfer do hotel para os píeres; (2) catamarãs de ida e volta para Phi Phi Island; e (3) passeio de um dia no Parque Nacional de Phang-Nga.

Curtindo a piscina do Secret Cliff Resort
Curtindo a piscina do Secret Cliff Resort

Fiquei hospedado no Secret Cliff Resort, na praia de Karon, local mais pacato, fora do burburinho que acontece na praia ao lado de Patong. Ou seja, passei o primeiro dia curtindo o resort, jiboiando em sua piscina até o pôr-do-sol; e a noite nós fomos para movimentada noite de Patong Beach, a bordo do tuk-tuk.

Patong Beach é a Ibiza tailandesa. Dezenas de turistas dos quatro cantos do mundo se aglomeram basicamente numa grande avenida, repleta de bares dos dois lados, com som alto e tailandesas dançando em pole dance. Os turistas têm sua atenção disputada, através da oferta de drinks e dos famosos “ping pong show”. Não, não é um show de jogadores de tênis de mesa, são apresentações das competências das musculaturas vaginais das tailandesas: onde conseguem desde jogar uma bola de ping pong a metros de distância até a abrir garrafas de Coca-Cola.

Noite em Patong Beach
Noite em Patong Beach

Percorrendo toda a rua, chega-se a orla da praia de Patong, e lá conseguimos soltar um balão flutuante (o Khom Loy). Uma pratica que significa a libertação de todos os tipos de problemas e preocupações. Simboliza também o envio de desejos bons e sonhos ao céu, um agradecimento budista. Esta crença tailandesa ocorre com mais intensidade no Festival de Luzes (Yu Peng), onde milhares destas lanternas iluminam o céu de Chiang Mai (segunda maior cidade do país). Ocorre na lua cheia no segundo mês do calendário Lanna, geralmente em novembro. Vejam no vídeo no fim da matéria.

No segundo dia, o transfer já estava cedinho na porta do hotel para levar-nos ao “Ao Por píer”. Neste ponto, embarcamos num catamarã que nos levaria num passeio de um dia para conhecer o Parque Nacional de Phang-Nga (patrimônio da humanidade). Uma área de cerca de 400 km2, com mais de 40 ilhas pequenas, paradisíacas, que formam pequenas praias, enseadas e falésias de calcário de diversas formas e tamanhos, onde o mar tem uma tonalidade exuberante verde-esmeralda.

Parque Nacional de Phang-Nga
Parque Nacional de Phang-Nga

O passeio inclui várias paradas, incluindo os três principais: Ilha do James Bond, Hong Island e Panak Island. Além disso, o catamarã fornece almoço, lanches, frutas e soft drinks. A primeira impressão quando a embarcação se desloca e navega após uns 30 min é de grande surpresa. Para onde os olhos apontam, várias formações rochosas no meio de um mar lindo.

Nossa primeira parada foi na Ilha do James Bond, conhecida assim após ter sido cenário do longa-metragem “007 contra o Homem com a Pistola de Ouro (1974)”. Tornando-se assim um local bastante turístico, onde antes não passava de uma área indígena. O navio ancorou a alguns metros da ilha e embarcamos num long tail boat que nos transportou até à orla.

Ilha do James Bond
Ilha do James Bond

A ilha famosa, na verdade, se chama Khao Phing Kan, que significa Montanha Inclinada, devido a um enorme paredão inclinado que parece ter sido cortado, contendo algumas cavernas pequenas. E a pequena ilha, uma ponta de 20 metros de altura, se chama Khao Tapu, que significa prego em tailandês, pois sua forma lembra um prego cravado na água (na maré baixa o visual não é tão belo).

Hong Island foi a segunda parada. Hong significa “quarto” no idioma tailandês, a ilha é constituída por rochas de calcário de milhões de anos que, devido à erosão do seu teto, formaram lagoas escondidas por trás destes paredões. A lagoa tem uma cor verde incrível e o acesso ao seu hall se dar através de dois canais estreitos, feitos através de caiaques.

A pedra ao fundo também é denominada como James Bond II, pois seu formato parece muito com a ilha original.

Passeio de caiaque em Panak Island
Passeio de caiaque em Panak Island

Nossa terceira parada foi na Panak Island, um imenso paredão onde o acesso é realizado através de uma caverna totalmente escura (iluminação feita apenas por lanternas), onde, dependendo da maré, precisa-se deitar no caiaque para não bater com a cabeça no teto. Remando, chega-se num hall cercado de paredões, com uma lagoa iluminada pela luz do sol. Quando a maré está baixa, é possível descer dos caiaques e até encontrar macaquinhos. É realmente incrível ver as paisagens que a natureza formou ao longo dos anos.

Ainda houve uma quarta parada numa parte isolada da Naka Island: um pedacinho de terra isolado para que pudéssemos desfrutar como se estivéssemos em uma ilha deserta. E com este lindo visual, finalizamos os nossos dias em Phuket.

Roteiro de 2 dias em Phi Phi Island

Para se chegar ao arquipélago de Koh Phi Phi (Koh significa ilha em tailandês), o transfer que contratamos nos buscou cedinho no hotel para levar ao píer de Phuket, e lá embarcamos no primeiro ferry da manhã, às 08h30min, com três horas de viagem. Há outras opções mais rápidas, porém, são mais caras.

Chegando de Ferry em Maya Bay
Chegando de Ferry em Maya Bay

O passeio de ferry é muito tranquilo, acomodamos as bagagens, e fomos caminhar pela embarcação a fim de contemplar toda a viagem. E foi realmente de encantar quando avistamos os paredões que formam o rochedo das praias de Maya Bay no Mar de Andaman, no Oceano Índico, e percebemos o azul exuberante da cor do mar.

Era por volta de 11h30min, e Maya Bay fervia, com sua praia repleta de turistas e o mar com várias embarcações: lanchas, iates e long tail boat. Desembarcamos no píer de Phi Phi Don e fomos para o hotel realizar o check in e almoçar. E, apesar de toda a ansiedade para conhecer Maya Bay naquele lindo dia de sol, aqui vimos que nossa decisão foi acertada.

Panorâmica em Phi Leh Bay
Panorâmica em Phi Leh Bay

 

O último ferry sai de Maya Bay para Phuket às 14h30min, ou seja, caso você não esteja em tour privado de lancha rápida, seu tempo de permanência na ilha se limitará a duas horas ou a nada. Sendo assim, pelo menos uma noite você precisa passar na ilha, tanto para aproveitar com tranquilidade o dia, como para curtir a sua noite caliente. Os hotéis variam de preço, são mais caros que Bangkok, mas ainda assim muito baratos se comparados ao Brasil. Há desde hostel e albergues a grandes resorts. Ficamos no PP Charlie Beach Resort.

Partindo de Koh Phi Phi Don, há duas opções para ir ao cenário do filme “A Praia”: por agência em um barco para cerca de 20 pessoas, ou pelas famosas embarcações asiáticas. Bem, Maya Bay pede o charmoso LongTail Boat!

Long Tail Boat
Long Tail Boat

Este passeio ao redor da ilha através deste barco privado, mesmo sendo mais caro, vale cada centavo. Pois, permite a liberdade de permanecer o tempo desejável em cada pedacinho da ilha rochosa. Ademais, é fácil conhecer outros turistas que queiram dividir está embarcação, caso você esteja sozinho (a). E apesar do passeio ter um preço tabelado, negociar muito com barcaceiro, nem que seja o aumento do tempo do passeio (foi o que fizemos), no mínimo peça quatro horas.

Quem quiser tornar este cenário em uma ilha deserta, a dica é chegar a Maya Bay bem cedinho, as 07h, ou após as 14h. Entre 10h e 14h, enche absurdamente de turistas dos quatro cantos do mundo. Tornando a disputa por fotos legais bem acirradas. E esta foi a parte boa de termos controlado a ansiedade na chegada, nosso tour foi das 14h às 18h30min, o paraíso tinha bem menos turistas ou quase ninguém a partir das 16h.

Lo Saman Bay
Lo Saman Bay

O passeio de Long Tail Boat inclui cinco lindas paradas:

  • Maya Bay: A formação rochosa das montanhas da baía, a tonalidade turquesa de sua água e a areia super branquinha deixam qualquer um de boca aberta. Não é a toa que encantou o mundo quando mostrada no filme “A Praia” pelo Leonardo Di Caprio (2000);
  • Lo Saman Bay: É a parte de trás de Maya Bay. Há uma trilha interna que te leva a este ponto (detalhe: aqui não há faixa de areia). As embarcações também podem ancorar para realizar snorkeling, saltar de um ponto alto para mergulho (eu saltei – veja vídeo), nadar ou apenas curtir este lindo visual;
  • Phi Leh Bay: Ideal para snorkeling. Possui uma entrada entre duas rochas que te levam a uma pequena baía cercada de paredões gigantes. Há partes rasas e mais profundas nestes espelhos d’águas quentes de cor azul turquesa. Ah, antes de pegar o LongTail Boat, sugiro levar mochila com garrafas de água, bandeja de frutas cortadas e snacks (tudo vendido na vilinha de Phi Phi Don). E, lembre-se de recolher todo o seu lixo;
  • Viking Cave: Assim apelidada, pois foi encontrado um desenho de barco que parece uma embarcação Viking (acredita-se que feito por chineses e não nórdicos). Dentro há ninhos de andorinhas e algumas pessoas mergulham de cilindro aqui.
  • Monkey Beach: Uma praia habitada por macacos selvagens. Ao descer do barco, não leve nada colorido ou pequeno, e cuidado bem com a câmera fotográfica. Leve água potável e frutas, eles vão adorar pegar na sua mão…e ai, clicks para prosperidade (veja vídeo abaixo). Não leve nada industrializado, e principalmente, respeite-os, você é o “intruso” aqui. Apesar de eles serem ariscos, o contato deles com o intuito de obter um alimento é muito legal.

Atenção: Há uma embarcação que oferece serviço de hotel (nada luxuoso ou confortável), atracando a 100 m de Maya Bay para pernoitar. A vantagem? A ilha será toda sua para exclusivas fotos no amanhecer.

Olha o pôr-do-sol que você terá como recompensa em Phi Phi!!!

Pôr-do-sol em Phi Phi Island
Pôr-do-sol em Phi Phi Island

Você irá observar que alguns hotéis ainda estão se reconstruindo, assim como toda a vila da ilha, devido ao tsunami de 26/12/04, que a atingiu e devastou grande parte das regiões costeiras do Oceano Índico. Lembra-se do filme “O Impossível”? Pois então, provocou a morte de 250 mil pessoas na costa de onze países, com ondas gigantes de 30 metros de altura. Além de 125 mil feridos e 1,5 milhão de desalojados.

O país mais devastado foi Indonésia, seguido do Sri Lanka, Índia e Tailândia. Nesta última, suas ilhas de Pucket e Phi Phi foram bastante destruídas, tendo o país cerca de 5.000 mortos. Este terremoto chegou a 9,1 graus na escala Richter, que vai até 10. Ou seja, atinge quilômetros adentro da costa. Este tipo de terremoto tem frequência de 1 a cada 20 anos. Para ter uma ideia, a sua força tornou a terra um pouquinho mais redonda.

A noite em Phi Phi Don esquenta para quem gosta de brincar com fogo… Na pequena vila, em Loh Dalam Bay, com algumas pequeninas ruelas, há vários restaurantes, bares, massagens, estúdios de tatuagens e lojas de souvenirs e artesanatos. E numa ponta da praia há uma boate com som nas alturas, tocando as músicas pop da atualidade.

A faixa etária da noite é de jovens de 25-28 anos dos mais diferentes locais. Todos procurando diversão e azaração. É comum demais encontrar grupos de amigos ou casais jovens. Raro é encontrar famílias com filhos. Nas ruas também são vendidos os Buckets – pequenos baldes coloridos com pequenas garrafas de bebidas alcoólicas. A ideia é despejar todo o seu conteúdo no balde, juntar gelo e beber a vontade no próprio baldinho. Super famoso!

O bar Carlitos apresenta todos os dias shows com malabares do fogo às 21h à beira-mar. É bastante interessante é surpreendente o que eles fazem, tendo ainda interação total do público.

E não acaba por aqui, viajante. Na terceira, e última parte, falarei um pouco sobre dois grandes ícones mundiais: a massagem e a culinária tailandesa.

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Escrito por Gil Cavalcante

Gil Cavalcante é pernambucano, administrador de empresas, professor, e viajante do mundo. Coleciona ímãs de geladeira das cidades por onde passa, e tem como meta: visitar e conhecer cada cultura deste planeta a fora. Sigam meus passos também no Instagram: @gilcav

Comentários

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    • Olá Mara,
      Não me recordo no momento o preço separado por passeio. Pois, paguei 100 dolares por um conjunto de passeios, transfers e tickets de ferry para a ilha de Phi Phi. Quanto a agência, no momento em que você chegar no aeroporto em Phuket e comprar ticket de van para deixar no seu hotel, eles vão parar em uma agência qualquer. Lembrando sempre que: Negocie tudo sempre. Um abraço

    • Olá Luiza,
      A ilha é bem pequenina e qualquer hotel te deixará bem perto do burburinho. Este hotel em específico tem uma vista linda do por do sol, com piscina de borda infinita e café da manhã na beira da praia. Amei o hotel.

    • Olá Adriana,
      Realmente a Tailândia oferece uma gama tão grande de opções de lazer, cidades com cenários fantásticos, que fica difícil definir um roteiro chamado de ideal. Como você ler nos meus artigos, os dias que fiquei foram poucos para a quantidade de lugares e foi bem corrido. Então, depende muito do ritmo de vocês, principalmente por ter uma criança com vocês e de que tipo de lazer vocês gostam. Sugiro aproveitar bem Phucket em dois dias, ir para Phi Phi Island por pelo menos dois dias e se puder, conhecer a capital tailandesa. De qualquer forma, leia os comentários sobre cada local e minhas dicas (até mesmo as que perdi de ver). Abraços

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