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O que fazer na Chapada Diamantina – BA

A natureza, em quase todas as suas formas, se faz presente na Chapada Diamantina. Grande parte das belezas está guardada e preservada no Parque Nacional, que abriga uma imensa área tomada por cânions, cachoeiras e platôs. Gigantescos também são os cartões-postais da região: o Morro do Pai Inácio, a mais de mil metros de altitude; e a cachoeira da Fumaça a mais alta do Brasil, com quase 400 metros de queda.

Coragem, espírito aventureiro e muito fôlego são características fundamentais para quem quer desbravar esse paraíso ecológico baiano. Cachoeiras, grutas e morros oferecem ao turista as mais variadas práticas do esporte de aventura. É preciso disposição, pois o espetáculo da natureza dura o dia todo: começa com o nascer do sol e só termina com a noite estrelada.

Somente através de caminhadas chega-se aos mais belos cenários da Chapada Diamantina, o que faz da região o paraíso dos adeptos do trekking. Quem está com o preparo físico em dia tem como principal desafio a bela trilha do Paty, com cinco dias de duração. Mas há opções menos desgastantes e que também descortinam bonitas paisagens.

Para entrar na Chapada Diamantina não é preciso pagar nenhuma taxa, mas vale lembrar que algumas atrações dentro do Parque são pagas.

ATRATIVOS HISTÓRICOS

Tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional desde 1973, Lençóis preserva o casario colonial do final o século XIX, o que confere um clima charmoso à cidade.

Igreja Nossa Senhora do Rosário

Construída na segunda metade do século XIX com estilo rural, a igreja pode ser vista de vários pontos da cidade e fica ao lado da Casa de Cultura Afrânio Peixoto, em frente à Praça do Rosário.

Campus Avançado da Universidade Estadual de Feira de Santana

No casarão de Sinhazinha Sobral, figura respeitada do século passado, estão também os museus do Jarê, do Garimpo e Geológico.

Mercado Cultural

Esse importante monumento da cidade, localizado na Praça Aureliano Sá (antiga Praça das Nagôs), foi construído no final do século 19 e, sendo terminado em meados de 1900, foi cenário de comércio de escravos. Abriga atualmente um centro de atividades culturais.

Igreja Senhor dos Passos

A igreja do padroeiro dos garimpeiros foi construída na segunda metade do século XIX . Teria sido erigida por escravos em adobe num período de noventa dias. Abriga a imagem do Senhor dos Passos, que veio de Portugal em 1852.

Casarão no alto do bairro São Félix

Foi o quartel general do Coronel Horácio de Mattos, lendária figura lençoense que nos anos 20 marchou com jagunços contra a capital baiana. Foi prefeito de Lençóis, deputado e senador. Chegou a sugerir a transferência da capital para Lençóis e, após acordo com o governo, aceitou a missão de expulsar a Coluna Prestes dos sertões baianos.

Casa de Cultura Afrânio Peixoto

A casa onde morou um dos mais importantes lençoenses foi reconstruída em 1970 e abriga informações especializadas em Afrânio Peixoto, com museu, bibliografia e outras obras. Afrânio Peixoto foi membro da Academia Brasileira de Letras. Diplomas, fotografias, gravuras, o fardão e até a escrivaninha usada pelo escritor podem ser conhecidos de 2ª à 6ª feira, das 08h00 às 18h00.

Praça do Coreto

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Pracinha típica de cidade interiorana e ponto de encontro da comunidade. O Coreto é palco para apresentações musicais como as da Lyra Popular de Lençóis.

Prédio da Prefeitura

O palacete do Cel. César Sá, construído em 1860, foi um dos monumentos revitalizados pelo projeto Monumenta e transformado em museu. Cheio de detalhes com influências neoclássicas, foi construído para agradar a esposa de César Sá.

Biblioteca Pública Urbano Duarte

A casa onde nasceu um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras abriga a biblioteca municipal.

Antigo Vice-Consulado Francês

Localizado na Praça Horácio de Matos está o importante centro econômico da época do garimpo, que fazia comércio direto com a Europa, sem interferências de Salvador ou Rio de Janeiro .

Praça Horácio de Matos e Praça das Nagôs

As duas praças contam, através de seus casarões, a história dos tempos luxuosos no auge do garimpo.

CACHOEIRAS NA CHAPADA DIAMANTINA

Cachoeira da Fumaça

Exuberante e imponente, essa cachoeira despenca de um paredão de, aproximadamente, 400 m. Devido a sua pequena vazão de água, forma-se uma cortina de fumaça perto do solo. Para quem pretende avistá-la de cima, são necessários 12 km de caminhada. Já para vê-la de baixo é preciso um pouco mais de fôlego. São três dias de caminhada, acampando e passando por lugares como a Serra do Veneno, Cachoeira do Palmital, Cachoeira do Sossego, entre outros.

Waypoints: Em UTM 24L E 232.277 e N 8.605.817 / Alt aprox. 1100m Datum WGS84

Cachoeirinha

Um lindo poço formado pelo rio que corre mansamente, a 2 km da cidade, com uma pequena queda d`água que proporciona um delicioso banho.

Cachoeira da Primavera

Acima da Cachoeirinha, escondida entre os rochedos, uma linda cachoeira dá acesso a um mirante que descortina a vista do vale e da cidade.

Ribeirão do Meio

Uma trilha leve e agradável a 45 minutos da cidade leva você para se refrescar nas águas de um maravilhoso poço, perfeito para nadar. Aos mais ousados, o atrativo reserva uma descida emocionante no tobogã natural, conhecido como escorrega.

Cachoeira do Sossego

Este passeio é indicado para aqueles que têm certo preparo físico, pois a trilha é longa e leva em média 3 horas de caminhada por um esplendoroso cânion, subindo e descendo pedras pelo rio. No final, chega-se a uma das mais belas cachoeiras de Lençóis.

Mucugezinho e Poço do Diabo

O rio Mucugezinho corre em alguns trechos sobre lajedos que formam tobogãs e poços. Entre eles está o Poço do Diabo, formado por uma queda d’água de 20 metros de altura. Local perfeito para a prática de esportes de aventura, como tirolesa e rappel.

Cachoeira do Mosquito

Uma atração inusitada que fica na fazenda Os Impossíveis, a 60 km de Lençóis, possui uma linda queda d’água de 60m. No local é possível fazer rapel na cachoeira ou apenas contemplar as belezas do lugar, com suas pedras, rio e mata exuberante.

Cachoeira Mixila

Um ícone de beleza natural e pouco explorada, ideal para aqueles que gostam de aventura. A caminhada que leva ao local pode ser feita em um dia, mas a maior parte dos guias recomendam passar pelo menos uma noite no local, afinal no seu trajeto são muitos os atrativos. A Mixila possui uma beleza extraordinária e um canyon exuberante esconde a cachoeira que deixa qualquer um sem ar de tanta maravilha.

COM SEUS ANIMAIS

Apesar da proibição de entrada de animais no Parque Nacional da Chapada Diamantina, os bichos costumam ser bem-vindos na região. Eles podem passear com seus donos pelas trilhas e áreas de natureza igualmente exuberantes, que ficam ao redor do parque.

Boas sugestões de passeios para fazer com o cão incluem a antiga Estrada do Garimpo, a trilha da Cachoeira do Sucesso, o Parque da Muritiba e os cânions do Ribeirão de Baixo. Algumas grutas também podem ser visitadas com o acompanhamento dos guias de turismo local. Acostumados com os bichos, eles fazerm um trabalho de conscientização dos turistas para que nenhum visitante deixe os rastros de seus “amiguinhos” pelas trilhas e cachoeiras da região.

FAUNA E FLORA DA CHAPADA DIAMANTINA

Embora ainda não tenham sido feitos levantamentos sistemáticos da fauna do Parque, sabe-se da notável diversidade de espécies nele existente. Os primeiros garimpeiros que desbravaram as serras da região encontraram uma riqueza representativa de animais silvestres. Entretanto, com o passar dos tempos, as espécies maiores como a anta, o tamanduá-bandeira e o tatu-canastra desapareceram pela ação de caçadores sendo um dos motivos que levou à criação do Parque Nacional.

O jacaré-de-papo-amarelo, a onça pintada e a parda, a capivara, o macaco barbado, o veado-campeiro, a jibóia e muitos pássaros estão com suas populações reduzidas devido aos anos de perseguição por caçadores e comerciantes.

Nos campos rupestres há a presença de animais de pequeno e médio porte como o mocó, um roedor muito perseguido pelos caçadores. No alto das serras há um grande número de espécies de pássaros, incluindo uma endêmica de beija-flor, conhecido como gravatinha-vermelha.

A cobertura vegetal do Parque Nacional é conhecida como Refúgio Ecológico Montano. Os refúgios são encontrados geralmente em locais com altitudes superiores a mil metros e são caracterizados por uma vegetação lenhosa raquítica, predominantemente rupestre, esclerofila ou herbácea graminóide.

Apresenta aspecto bastante peculiar e ocorre de modo descontínuo sobre os afloramentos rochosos, formando comunidades xerófitas de porte baixo, com folhas providas de recursos morfofisiológicos para reduzir a perda de água. A flora dos Campos Rupestres e dos Campo Gerais caracteriza o Parque com grande número de plantas endêmicas como orquídeas, gravatás e sempre-vivas.

Nas áreas mais secas do sertão baiano, predominam os vegetais típicos da Caatinga, como o mandacaru, o umbuzeiro e as palmeiras do Licuri. Já nas áreas mais úmidas e ao longo dos cursos d’água se desenvolvem as matas ciliares.

MOUNTAIN-BIKE NA CHAPADA DIAMANTINA

Mucugê – Palmeiras

Os ciclistas que se preparem: são em média 5 dias pedalando (75 km). O circuito passa pelo Morro Volta da Serra, de onde pode-se avistar a Serra do Sincorá. O momento mais difícil é a travessia do rio Roncador.

TRILHAS NA CHAPADA DIAMANTINA

De natureza exuberante, onde os extremos entre o bucólico e urbano se encontram em harmonia, Lençóis oferece várias opções de caminhadas curtas ao redor da cidade e longos trekkings pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Serrano e Salão de Areias

Uma caminhada de 15 minutos leva você a um dos atrativos mais visitados da cidade. Suas águas escuras descem por pedras e piscinas naturais. Logo acima, fica o Salão de Areias coloridas formadas pela decomposição de rochas e conglomerados de arenito.

Poço Halley

Além de tranqüilidade e diversão garantidas, o passeio é de fácil acesso e proporciona aos seus visitantes um delicioso banho nas águas escuras do Rio Serrano

Gruta do Lapão

Do alto da maior gruta de quartzito do país, a 40 metros de altura, é possível curtir muita emoção fazendo rappel e bung jump. Para os mais curiosos, percorrer o interior da caverna, por cerca de 1 Km, revela muitas surpresas.

Vale do Paty

A caminhada que leva a esse vale é considerada uma das mais belas do mundo. Para quem gosta de praticar atividades como trekking e se extasiar entre as paisagens, numa trilha que pode durar até cinco dias.

Marimbus

Considerado o pantanal do sertão baiano, o visitante conhece a fauna e flora diversificadas, por um passeio de barco a remo ao longo do rio Santo Antonio.

Serra das Paridas

Um dos maiores complexos arqueológicos da Bahia, a Serra das Paridas foi uma descoberta recente e única na cidade que reúne pinturas rupestres com datação ainda em estudos. São 18 sítios arqueológicos num único lugar e três deles estão abertos à visitação. Um roteiro diferenciado e interessante que leva o turista numa viagem no tempo e que termina com um delicioso banho na Cachoeira do Mosquito.

Gruta da Lapa Doce

A Lapa Doce faz parte de um complexo de cavernas calcáreas e está no município de Iraquara. A entrada é feita através de uma dolina (depressão externa formada por erosão de material calcáreo). A visitação é permitada com grupos de no máximo 12 pessoas, acompanhadas sempre por guia. Na gruta da Lapa Doce são encontradas formações de rara beleza, inclusive o efeito sobre um espeleotema (formação de caverna) provocado pelo desmatamento na superfície, que permite a entrada de água com argila. O resultado são tons avermelhados em contraste com o branco da calcita.

Poço Encantado

Dentro de uma gruta a natureza dá o seu espetáculo. De abril a agosto um raio de sol atravessa a gruta criando um efeito belíssimo em suas águas. Partindo de Lençóis são 150 km.
Waypoints: Em UTM 24L E 271.627 e N 8.567.062 / Alt 380m Datum WGS84

Morro do Pai Inácio

Esse é o ponto mais alto da Chapada (1.120 m) e funciona como um ótimo mirante. De lá é possível ter uma visão completa do Parque. Para quem sai de Lençóis, uma boa opção é fazer o passeio a cavalo.

Waypoints: Em UTM 24L E 231.179 e N 8.621.801 / Alt 1078m Datum WGS84

Gruta do Lapão

De difícil acesso, a gruta é um prato cheio para os praticantes de rapel. Para quem já tem experiência no esporte há uma descida em rapel negativo de 50 m.

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Escrito por Mauricio Oliveira

Maurício Oliveira é social media expert, fotógrafo, videomaker, consultor de turismo, blogueiro, influenciador e empreendedor. CEO do Trilhas e Aventuras, conta suas experiências de viagens no blog Viagens Possíveis e criador de inovadoras ações de marketing de turismo, o BlogTur e o VIPBloggers. Ama o que faz no seu trabalho e nas horas vagas também gosta de viajar. Siga no Instagram e no Twitter, curta no Facebook, assista no Youtube e circule Mauricio Oliveira e Trilhas e Aventuras no Google Plus.

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