Acampamento na Serra do Funil – MG





Existe um vilarejo que repousa na pequena cidade de Rio Preto, interior de Minas Gerais, chamado Funil. O Funil é um povoado a 17 km da cidade de Rio Preto, encravado na Serra da Mantiqueira.

Vamos à aventura! O feriado chegando (e o tédio também!!!) levaram eu, Jaqueline “Jay” Avelar, Alessandro e Ricardo Antonio a rumar para essa tão falada localidade, no feriado de Corpus Christi. Partimos de Valença, RJ, em direção à Rio Preto e pegamos uns 17 km de estrada de chão até a localidade. A própria estrada até o Funil é um convite aos olhos, pela paisagem. A tendência da estrada é subir até a Serra do Funil. Em determinados momentos, observamos vales e cadeias de montanhas de toda a região, em outras, paisagens de calcário entres as matas densas e pastagens. A viagem é tranqüila, pois a estrada estava bem conservada e o período do outono-inverno um clima mais seco.

Uma das dicas do passeio é parar na cidade de Rio Preto, visitar a praça e conversar com os habitantes, muito receptivos por sinal. A igreja na praça central é um convite à história local, que cresceu em torno da pecuária e cafeicultura. Em Rio Preto, o ar de cidade de interior nos leva ao passado, numa época em que a velocidade do tempo não dependia de relógios.

O Funil é ótimo para qualquer atividade de aventura, desde caminhadas, rafting, escalada, assim como relaxamento nas inúmeras (e fabulosas!) cachoeiras do local. Quando chegamos, visitamos a Igreja da Gruta que na verdade é uma capela católica montada dentro da Gruta da Água Santa, onde repousa a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte (antigamente tinha uma imagem de Nossa Senhora da Glória, segundo populares, mas não se encontra lá, atualmente). Lá se tem uma sensação mística, tanto pela paz que o local transfere quanto à visão que se abre da entrada da gruta para o vale. Há sempre missa, pelo menos uma vez por mês, no local e no dia 16 de agosto há festa de Nossa Senhora da Glória, organizada pela própria comunidade.

No complexo da Gruta da Água Santa há entrada para uma caverna com oito salões. As entradas entre os salões são estreitas e às vezes arriscada. Eu, apesar de baixinho e magro, tive dificuldade em uma delas. A “Jay”, única mulher do grupo, não ficou atrás nem se amedrontou, arrastou-se entre as pedras até atingir o salão 1 e o Rick (Ricardo) mesmo com as escoriações não desistiu.

Ao final da tarde, eu e meus amigos visitamos a cachoeira da Água Vermelha. Seu nome tem origem na cor escura de suas águas, tanto por causa da geografia do local, quanto aos minérios que compõem a água. Antes de chegar à cachoeira, caminhamos pela parte alta do vale, descendo por uma trilha íngreme até atingir o poço da Água Vermelha. Do alto, a cachoeira parecia ínfima e frágil, apenas um filete de água entre as montanhas, mas lá dentro do poço, ela mostrou sua força natural sobre nossas costas! Lugar sagrado!

Ao anoitecer, depois de um mergulho nas águas geladas da Água Vermelha – Alessandro que o diga! O homem não parava de tremer! -, fomos para a Pousada da Serra do Funil, ouvimos uma boa música e conversamos, entre um petisco e outro… ao fim, meus amigos voltaram para Valença e eu fiquei na noite do vilarejo. O sol, que descia devagar entre as montanhas, foi deixando a vila aos poucos, avermelhando o céu… em breve virá a noite, que cobrirá tudo de silêncio.

Acampar no funil é fácil. Há várias áreas, mas a principal é no bosque perto do campo de futebol. Acampei lá!!!! Durante a noite, encontrei outros aventureiros que curtiam o clima noturno tocando violão! Fiquei acordado até às 3 da madrugada. O frio era cortante, por isso, no inverno, aventurar-se no Funil, só munido de anorak, blusa, luvas e toca!!!!

Resolvi fazer caminhada noturna, peguei a estrada à pé, com a lanterna, até um hotel fazenda chamado Mirante Santo Antônio (devo ter caminhado uns 3 ou 4 km do acampamento até o hotel fazenda). Durante o caminho, lá estava ele na mata: o guará! Há anos acampo em muitos locais, mas nunca tinha visto o guará. Os moradores dizem que tem onça lá também, mas achei que encontrar o guará foi melhor naquela situação noturna do que o “gatinho pintado” que ronda as histórias do local!

O amanhecer! Ahhh… o amanhecer na serra é um espetáculo à parte… e vê-lo do alto da Gruta da Água Santa é divino. Sem sombra de dúvida, o funil é um local abençoado por Deus, ou, quem sabe, um dos paraísos Dele!

Bem, voltei para casa na manhã de domingo, levando lembranças, histórias e , não podia faltar, algumas peças do artesanato local!

Abraços.

Dicas

1. Para quem não gosta de acampar, é possível pernoitar na Pousada Serra do Funil, do Gustavo. A pousada tem dois tipos de acomodações: os chalés e os quartos. E o ambiente que mistura o ar de interior da pousada, com a sofisticação e bom gosto (além da qualidade das acomodações) do Gustavo, fazer da pousada o ideal lugar de repouso para tão belo vilarejo.

2. Para quem sai de Juiz de Fora, pegar a BR 040 em direção à Rio Preto. O percurso de Juiz de Fora à Rio Preto é aproximadamente 80 km.

3. Na vila há refeições tanto na Pousada do Gustavo quanto no bar local, de ótima qualidade.

4. O acesso às cachoeiras é complicado, mas é possível encontrar guias na vila que mostram os locais por um precinho camarada! O meu guia favorito é o Sr. Baiano. É só perguntar na vila quem é!

Autor: Rabib Floriano
E-mail: prof_rabib@gmail.com

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Mauricio Oliveira: Maurício Oliveira é social media expert, consultor e influenciador de turismo e empreendedor. CEO do portal Trilhas e Aventuras, também conta suas experiências de viagens pessoais no blog Viagens Possíveis. Especialista em Expedições na Rota das Emoções e Lençóis Maranhenses. Ama o que faz no seu trabalho e nas horas vagas também gosta de viajar. Siga no Instagram, curta no Facebook, assista no Youtube.

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