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Matérias Sete roteiros nacionais para as férias da sua vida |
11/4/2007
As férias do trabalho tão esperadas chegaram. A baixa temporada atrai turistas de todo mundo a viajar com preço mais em conta. E agora, você vai viajar pra onde? O Trilhas e Aventuras catalogou um cardápio com 30 destinos, repletos de aventura e paisagens deslumbrantes, pra você se divertir e lembrar da viagem para o resto da vida.
Rio Grande do Sul e de Santa Catarina
MOUNTAIN BIKE NOS CÂNIONS BRASILEIROS
Dificuldade: moderada.

A divisa entre os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina guarda uma paisagem única no Brasil, os cânions. Paredões enormes com muito verde e a neblina que vai e vem sem avisar. O passeio tem cerca de 140 quilômetros no total, distribuídos em oito dias, mas nem todos são reservados para o pedal. Há tempo para curtir uma excelente comida e um belo vinho, especialmente em Gramado e Canela.
Dica de viagem: reserve um tempinho a mais para curtir a paisagem no cânion Fortaleza. Se der, chegue lá ao nascer do sol. Você não vai se arrepender.
Quando ir: dezembro a fevereiro.
Bahia
RELAX NA PENÍNSULA DO MARAÚ
Dificuldade: fácil.
Poucos lugares do litoral brasileiro souberam manter seu charme e sua natureza preservada, e a península do Maraú é um deles. Reserva a tranqüilidade de praias desertas e lagoas de água doce e está localizada na costa do Dendê, no Estado da Bahia, a 200 quilômetros ao sul de Salvador e a 150 quilômetros ao norte de Ilhéus. Neste roteiro de oito dias, seu físico será exigido em algumas caminhadas, mas não muito, pois o passeio é coberto por carros 4X4, barcos, lanchas e catamarãs, sempre emoldurado pela natureza exuberante do local. Além de toda essa folga, você vai poder relaxar nos mergulhos em corredeiras e piscinas naturais.
Dica de viagem: leve um bom par de tênis na trilha da cachoeira do Tremembé, um trekking que pode exigir um pouco mais.
Quando ir: o ano todo (o preço é de baixa temporada, de agosto a novembro).
Roraima
TREKKING NO MONTE RORAIMA
Dificuldade: moderada.

O Monte Roraima é um dos mais antigos e exóticos lugares do planeta. Integra o grupo de montanhas chamado Tepui, com relevo raro em forma de mesa, que se formou há cerca de 2 bilhões de anos na América do Sul. Esse trekking vai exigir um pouco mais de suas pernas e pulmões, pois inclui subidas consideráveis ao topo do monte Roraima, sétimo ponto mais alto do país com 2.727 metros de altura. Mas o esforço é recompensado por uma savana recortada por rios e cachoeiras. O local fica dentro do Parque Nacional do Monte Roraima, ao norte do Estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela e a Guiana. A subida até o topo é realizada em território venezuelano e conta com a ajuda de carregadores, infra-estrutura de acampamento e cozinheiro. Ao todo, o passeio dura nove dias.
Dica de viagem: os índios Tepuis são os melhores conhecedores da região e dão um significado espiritual ao local. Aproveite para conhecer a mística dos platôs e montanhas da região.
Quando ir: abril a dezembro.
Pará
REMO E CAMINHADA EM ALTER DO CHÃO
Dificuldade: fácil.
Um misto de caminhada leve e uma boa remada em canoa canadense - se virar, não tem problema, pois, além do calor, as águas do rio Tapajós são inacreditavelmente cristalinas, característica única entre todos os afluentes do rio Amazonas - na vila de Alter do Chão, a 32 quilômetros de Santarém, no Pará. Nem precisa dizer que você vai se deparar com uma rica fauna, principalmente de aves e peixes. Não deixe de experimentar o apiracaia, peixe grelhado à moda nativa. O roteiro é de cinco dias.
Dica de viagem: em Alter do Chão, relaxe nas areias brancas e finas que margeiam o lago Verde, de águas quentes e límpidas.
Quando ir: agosto a novembro.
Bahia
MOUNTAIN BIKE NA CHAPADA DIAMANTINA
Dificuldade: moderada.
São quatro dias de pedal, cobrindo 200 quilômetros dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia. A bike fica de lado em apenas um dia para caminhar até a cachoeira da Fumaça, com uma queda livre de aproximadamente 400 metros. Prepare-se para alguns trechos mais técnicos e muita subida nos dois primeiros dias, que tem a paisagem da mata ciliar e, a partir do terceiro dia, muita montanha e banhos de cachoeira. Há bikes para alugar, carro de apoio disponível e a companhia constante do Roney, o guia.
Dica de viagem: o roteiro é flexível de acordo com o nível físico e técnico dos ciclistas.
Agência: Velozia Cicloturismo, tel. (75) 3334 1700.
Quando ir: primavera e outono.
Tocantins
RAFTING NO JALAPÃO
Dificuldade: moderada.

Quem imaginaria encontrar um pedaço de deserto em pleno sertão brasileiro? Pois ele está lá, aos pés da magnífica serra do Espírito Santo e vizinho a uma lagoa cercada de buritis, um dos cenários mais insólitos e estarrecedores do país. Com 34 mil quilômetros quadrados, o Jalapão, no Tocantins, está entre as regiões menos povoadas do Brasil, com média de 1,3 habitante por quilômetro quadrado. Neste roteiro de sete dias, você vai visitar algumas das principais atrações locais, como a cachoeira do rio Formiga, o poço do Fervedouro e as dunas de 40 metros de altura, antes de cair no rio Novo, considerado um dos maiores do mundo em volume de água 100% potável. A partir daí são três dias de um dos mais belos raftings do Brasil, com boas corredeiras que variam das classes II a IV, até a cachoeira da Velha, em forma de ferradura e com aproximadamente 100 metros de largura e 12 metros de altura. As paradas para almoço e pernoite (em barracas de acampamento) acontecem em praias de areia branquíssima ao longo do rio.
Dica de viagem: divirta-se no poço do Fervedouro, um olho d'água em que é impossível afundar, graças ao incessante fluxo de água mineral que jorra do subsolo.
Quando ir: maio a setembro
Goiás
CAVING NO TERRA RONCA
Dificuldade: moderada.

Cinco dias no Parque Estadual de Terra Ronca, ao norte de Goiás, explorando cachoeiras, cavernas, grutas, salões, rios e muito verde. Destaque para o terceiro dia de viagem: após um trekking de 1,5 quilômetro pelo leito do rio da Lapa, você entrará no mundo mágico do caving. Prepare seus olhos para o Salão dos Namorados: com 500 metros de diâmetro por 100 metros de altura, o espaço é adornado por "ninhos" de pérolas caucárias, "flores" de aragonitas e imensas estalagtites e estalagmites. Chapante.
Dica de viagem: use o capacete - é muito comum dar de cara com uma estalagtite na sua frente - e olhe o céu, pois se tiver sorte será premiado com um bando de araras vermelhas.
Quando ir: abril a novembro.
Fonte: GoOutside
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